É hora de encontrar um namorado!

O verão começa a abrir espaço para o outono e aquela vontade da companhia certa começa a bater mais forte na gente.

O “mercado” não anda muito favorável, não é mesmo? Realmente, nesses 12 anos de vida gay assumida, do meu grupo de amigos gays pouquíssimos engataram um namoro mais duradouro. E, sinceramente, não é por falta de vontade de estar num relacionamento.

O que acontece que é tão difícil ver namoros gays se estabelecerem?

Já teorizei um pouco do comportamento do homem na sociedade, que serve para homens gays e heterossexuais no post “Homens gays podem ter relacionamentos heterossexuais“.

Deixei mais reflexões no post “É possível dois homens se amarem“. Sempre que possível vou buscando casos sobre questões relacionadas a namoros e relacionamentos gays porque, definitivamente, é um dos temas também bastante procurados aqui no Blog.

Muitas vezes, parece que o homem gay tem preferência por amizades constantes do que namoros estáveis. Amizades que muitas vezes até se confundem com o passar do tempo, distanciando os amigos por crises que surgem no meio da amizade.

Tão comum ver duplas de amigos (e não casais) na região da Paulista, da Augusta e dos Jardins. Ou normalmente, é comum ver homens gays sozinhos passeando com seus cachorros.

Mas afinal, o que acontece? Homem gay não gosta de relacionamento?

Um novo ponto de vista que levanto sobre o tema “namoro gay” é que homens gays enxergam relacionamento como algo trabalhoso e difícil. E muito desse “trabalho” enruste a dificuldade em compartilhar a intimidade com outro ou, um espírito competitivo que surge quando um homem começa a ser envolver por outro homem. Sem contar numa ponta de desconfiança constante da possibilidade da traição que não deixa a relação fluir. Homem com homem, muitas vezes, fica num jogo de quem está a frente, ou melhor, de quem pode trair primeiro, num tipo de competição de quem não quer “ficar por baixo”.

Seria muito mais esperto, focar essa “energia masculina” no trabalho, na prática de algum esporte e não no relacionamento. Esse tipo de jogo corre contra a possibilidade das relações se conceberem de uma maneira mais íntima. Daí, acaba sendo mais simples fazer amizades, algumas transas aqui e ali e contabilizar paqueras para o amigo.

Esse modelo é um vício pois deixa o homem gay sempre numa iminência de uma conquista a toda hora porque, de fato, todos querem estar com alguém. E esse estado parece viciante. Parece que quando se conquista, dura um pouco e perde a graça. O vício leva novamente a iminência e a vontade de narrar os casos para os amigos. Ter assunto, porque é esse o tipo de assunto preferido para uma parte dos gays, dos gays das iminências.

Será que isso não cansa? Cansaria se fosse percebido, creio eu. Mas na cabeça dessas pessoas, parece que ser gay é isso e não se tem muita consciência. E parece que pensar muito sobre isso dá um bode, um tipo de incômodo que é melhor deixar como está.

O outono está chegando e muitos gays preferem ficar nesse estado de coito interrompido.

O que fazer? Se aquecer nas baladas!